Conferência Estadual de Meio Ambiente aprova propostas que defendem a exploração sustentável de petróleo

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Em um episódio que já entra para a história da política ambiental do estado, a 5ª Conferência Estadual de Meio Ambiente do Amapá aprovou, na quarta-feira, 26, propostas voltadas à exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a valorização das comunidades tradicionais.

A plenária final, que reuniu representantes dos 16 municípios amapaenses, oriundos da sociedade civil, do setor público e da iniciativa privada, referendou duas propostas estratégicas entre as 20 que serão encaminhadas à etapa nacional do evento, marcada para ocorrer em Brasília, entre os dias 6 e 9 de maio. O encontro também foi marcado pela eleição de 30 novos delegados estaduais que representarão o Amapá na Conferência Nacional de Meio Ambiente.

As propostas relacionadas à exploração de petróleo obtiveram votação expressiva e lideraram o processo deliberativo. A primeira, aprovada com 150 votos, propõe assegurar, no âmbito do licenciamento ambiental, a formação profissional continuada, em todos os níveis, para as populações diretamente impactadas, comunidades tradicionais e, de forma mais ampla, à sociedade amapaense, a fim de promover a qualificação e absorção da mão de obra local.

A segunda, com 149 votos, defende o fomento à exploração sustentável de petróleo e gás na Margem Equatorial como instrumento de financiamento para uma transição energética justa, ecológica e baseada em modelos de desenvolvimento sustentáveis em larga escala, com ênfase na implementação de medidas compensatórias e repartição equitativa de benefícios, respeitando os direitos e os modos de vida das comunidades tradicionais.

 


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