Presidente da Coreia do Sul impõe lei marcial no país
O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, decretou nesta terça-feira (03/12) estado de lei marcial no país, afirmando que a medida é necessária para proteger o país de “forças comunistas” em meio a constantes disputas com o Parlamento, controlado pela oposição, que denunciou a medida e convocou a população a protestar. Pouco depois do anúncio, policiais cercaram e bloquearam os acessos ao Parlamento.
“Para proteger a Coreia do Sul liberal das ameaças impostas pelas forças comunistas da Coreia do Norte e para eliminar elementos antiestatais… Declaro a lei marcial de emergência”, disse o presidente conservador Yoon em um discurso televisionado ao vivo para a nação, sem especificar que ameaças seriam essas. No mesmo pronunciamento, Yoon acusou a oposição de paralisar o país. “Sem nenhuma preocupação com o sustento do povo, o partido da oposição paralisou a governança com o objetivo de promover impeachments, investigações especiais e para proteger seu líder da Justiça”, disse Yoon. “Nossa Assembleia Nacional se tornou um refúgio para criminosos, um antro de ditadura legislativa que busca paralisar os sistemas judiciário e administrativo e derrubar nossa ordem democrática liberal.”
A lei marcial é um instrumento temporário que concede amplos poderes para autoridades militares em um momento de emergência, suspendendo leis civis e estendendo a legislação militar. O mecanismo foi usado várias vezes nos anos 1960 na Coreia do Sul após golpes militares e protestos generalizados. Esta é a primeira vez desde a redemocratização do país – no final dos anos 1980 – que um estado de lei marcial é imposto na Coreia do Sul.