SETAP Acusa Furlan de querer acabar com transporte Coletivo
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) vai fazer representação junto ao Ministério Público Estadual contra o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, por atuar junto com outros agentes públicos para favorecer, sem licitação, a entrada de empresas, ferindo de morte o princípio da impessoalidade da administração pública.
Furlan promoveu a pior crise do setor de transporte da história de Macapá, reduzindo a frota de 156 ônibus que circulavam durante o mandato de seu antecessor para 27% desse número.
Quando o então prefeito Clécio Luis deixou a gestão, além da frota atender as necessidades do município, houve o compromisso de um calendário tarifário e o diesel custava cerca de R$ 2,80. Em dois anos e meio de gestão de Furlan, não houve uma única atualização tarifária, não ocorreram investimentos no setor e o diesel hoje chega a quase R$ 7.
Em afronta ao Poder Judiciário, a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá e o prefeito Antônio Furlan convocaram a imprensa para anunciar lançamento de chamada pública, nesta segunda-feira, 14.
A chamada pública é uma modalidade de dispensa de licitação, o que torna ainda mais grave a medida.
Antônio Furlan destruiu o sistema de transporte público. O caos no setor, causado pela prefeitura de Macapá, na verdade parece ter sido um pano de fundo para desembocar nessa dispensa de licitação e entrada de empresas associadas ao prefeito. A intenção do gestor nunca foi a licitação, tanto que os dois certames foram anulados por sérias irregularidades. O último certame teve como vencedora a empresa FK Transportes, que está disposta a colocar 90 ônibus assim que tiver fim o litígio judicial. No entanto, motivos nebulosos levaram o pregoeiro a inabilitar a empresa, com exigências estapafúrdias, que sequer estavam no edital.
Mesmo tendo assumido compromisso junto ao Ministério Público, Prefeitura de Macapá está há quatro meses sem pagar subsídio às empresas, valor que ela mesmo propôs ao reconhecer a defasagem tarifária. O salário dos rodoviários de algumas empresas, que seria custeado com o subsídio, segue atrasado por culpa da gestão municipal.
Enquanto a gestão municipal insistir em estrangular as empresas que atuam no setor, o transporte público continuará em corolário e o cidadão será o principal penalizado.