O Seminário foi realizado nesta quarta-feira (11), pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras com o tema “Caminhos para Transição Energética Justa no Brasil”, na sede do Banco, no Centro do Rio de Janeiro
Participam da abertura do evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e os presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, e da Petrobras, Jean Paul Prates, além dos Governadores do Amapá e do Pará.
A programação inclui painéis nos quais foram abordadas a importância do petróleo e gás para uma transição energética justa, oportunidades e desafios para o Brasil na exploração da Margem Equatorial, e ações rumo a uma economia de baixo carbono.
O governador do Clécio Luís, integrou os debates sobre as possibilidades para a transição energética no Brasil. Com as intenções de exploração de petróleo e gás natural na costa Norte do país, o Governo do Estado foi convidado para demonstrar a importância do negócio para o desenvolvimento econômico e social para impulsionar o uso de fontes renováveis de energia.
"Nós temos vários ecossistemas naturais, muitos protegidos, que, obviamente, quanto mais pobre a população estiver, mais sob risco esses ecossistemas estarão. Então, o recurso do petróleo e do gás, ao nosso ver, será uma grande oportunidade de diversificar a nossa matriz econômica e termos isso revertido em desenvolvimento socioeconômico para o nosso estado. Não é mais possível ter um estado com tanta desigualdade. Nós queremos aproximar os indicadores sociais e econômicos ruins dos nossos melhores indicadores ambientais", ressaltou o governador Clécio Luís..
Segundo o governador Clécio, o Amapá tem todas as condições ambientais, pelo ‘know-how’ da Petrobras, para essa atividade econômica nova. E que espera que essa atividade possa trazer a diversificação da matriz econômica, gerando emprego, renda, inclusive oportunizando o uso racional do que temos na Amazônia amapaense.
A participação do Amapá no seminário posiciona o Estado politicamente em relação ao petróleo e gás, produzido com segurança ambiental e técnica em todas as etapas.
A Presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), deputada estadual Alliny Serrão, esteve no seminário e acompanhou os debates ressaltando a importância de envolver os três poderes nas discussões dessa atividade.
"A fala do governador foi muito precisa, sempre em defesa do Amapá e também buscando diminuir a desigualdade dentro do nosso estado. Nós sabemos o momento que enfrentamos, que é muito desafiador, mas tenho certeza que o Estado só tem a ganhar com essa participação efetiva nessa questão que levará o Amapá ao desenvolvimento socioeconômico", disse a presidente da Alap.
O deputado estadual Rodolfo Vale completou a comitiva do Amapá presente no evento do Rio de Janeiro, e disse ser fundamental o debate sobre a transição energética no Brasil. Além de citar que a exploração precisa acontecer com segurança energética. E o povo do Amapá merece esse investimento como um presente para o desenvolvimento
Exploração de Petróleo no Amapá
O projeto de exploração nas águas profundas do Amapá, na região chamada de Margem Equatorial, existe desde 2013, quando a Agência Nacional do Petróleo (ANP) leiloou 142 blocos no litoral brasileiro. A operação fez concessão de bacias de novas fronteiras tecnológicas com o objetivo de ampliar as reservas do país, arrecadando R$ 2,48 bilhões em bônus de assinatura.
Para realizar a atividade, a Petrobras, que recebeu a participação em 5 blocos que foram arrematados pela empresa Total E&P, tenta checar se, de fato, há petróleo suficiente na costa do Amapá, a 540 quilômetros de distância da Foz do Rio Amazonas. O projeto vem sendo chamado de “novo pré-sal” e a região vai até o Rio Grande do Norte.