Polícia Federal e Anvisa combatem venda ilegal de emagrecedores no Amapá

Operação Heavy Pen cumpre mandados em Macapá e Oiapoque para reprimir a falsificação e o comércio de medicamentos injetáveis sem registro.

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A Polícia Federal, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou nesta terça-feira, 7, a Operação Heavy Pen. A ação visa desarticular redes criminosas envolvidas na produção clandestina, importação irregular, falsificação e venda ilegal de medicamentos para emagrecimento. No Amapá, as equipes cumpriram dois mandados de busca e apreensão, sendo um na capital, Macapá, e outro no município fronteiriço de Oiapoque.

A operação ocorre simultaneamente em 12 estados e foca especialmente em substâncias injetáveis, como a semaglutida e a tirzepatida. Os agentes também miram a comercialização da retatrutida, substância que ainda não possui autorização sanitária para venda no Brasil. As diligências incluem a fiscalização de clínicas estéticas, laboratórios de manipulação e empresas suspeitas de fracionar ou vender medicamentos de origem desconhecida ou sem o devido registro nos órgãos competentes.
Dados da Polícia Federal revelam um crescimento alarmante no mercado ilícito desses produtos. O volume de apreensões de emagrecedores irregulares saltou de 609 unidades em 2024 para mais de 60 mil em 2025. Somente no primeiro trimestre de 2026, as autoridades já apreenderam 54.577 unidades, indicando que o volume deste ano deve superar os registros anteriores.
Os envolvidos podem responder por crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de contrabando e associação criminosa. A PF alerta que o uso de medicamentos sem procedência garantida e sem acompanhamento médico profissional representa um grave risco à saúde pública, podendo causar danos irreversíveis ao organismo.


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