PF deflagra segunda fase da Operação Paroxismo e STF determina afastamento do prefeito de Macapá

Investigação apura fraude em licitação e desvio de recursos nas obras do Hospital Geral Municipal; prefeito e vice-prefeito foram afastados por 60 dias.

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 4, a segunda fase da Operação Paroxismo. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraude em licitações dentro de contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.

As investigações apontam indícios de uma organização criminosa composta por agentes públicos e empresários. O esquema seria voltado ao direcionamento de processos licitatórios, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, especificamente relacionados ao projeto de engenharia e à execução das obras do Hospital Geral Municipal da capital. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além das buscas, o STF determinou o afastamento cautelar de servidores públicos de suas funções pelo período inicial de 60 dias. Entre as autoridades atingidas pela medida estão o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e o vice-prefeito, Mário Neto.
A operação busca coletar novos elementos de prova para consolidar o inquérito e identificar todas as responsabilidades no esquema investigado. A Polícia Federal informou que, até o momento, detalhes adicionais sobre os demais investigados permanecem sob sigilo.


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