Frame do curta-metragem que mostra futuro distópico com destruição dos povos originários e ascensão do garimpo.
Amazônia Xamã/Divulgação
O curta-metragem amapaense 'Amazônia Xamã', dirigido pelo cineasta e desenvolvedor de tecnologias Rodrigo Pedroza, estreia na terça-feira (16), em Macapá(AP). A obra mistura ficção científica e crítica social alerta sobre o futuro da Amazônia.
A obra será transmitida no cinema Movieland, no centro da capital, com entrada gratuita a partir das 15h. A classificação indicativa é para maiores de 18 anos.
O filme acompanha Raoni, último sobrevivente de sua etnia, em uma jornada para preservar a cultura ancestral de seu povo. Ele enfrenta os Garimaldis, robôs garimpeiros e madeireiros ilegais que simbolizam a destruição da floresta em um futuro distópico.
“Máquinas e a elite explorando sub-humanos? O filme busca gerar reflexão sobre a importância da pluralidade, e sobre novos modos de vida para a sustentabilidade do mundo e de todos os seres vivos”, afirma o diretor.
Após a estreia local, 'Amazônia Xamã' seguirá para festivais nacionais e internacionais. Rodrigo Pedroza explica que o filme provoca reflexões sobre consumismo, degradação ambiental e estruturas coloniais.
“Questionamos a história e a violência estrutural e colonial contra povos e seres vivos. Será que vamos jogar cimento e concreto em tudo para acreditarmos que temos paisagens mais modernas?”, diz.
A obra foi contemplada em edital da Lei Paulo Gustavo (LPG), com patrocínio do Governo Federal e do Ministério da Cultura, e gestão da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá(Secult).
A produção envolveu mais de 30 profissionais, entre atores, produtores e equipe técnica. As filmagens ocorreram ao longo de 10 dias em pontos conhecidos de Macapá, como a Fortaleza de São José, o Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima e outros.