A comunidade do Lontra, no distrito da Pedreira, em Macapá, voltou a clamar por providências do Ministério Público do Amapá (MP-AP) para conter o uso descontrolado de moto aquática no rio Pedreira.
O promotor de justiça de Defesa do Meio Ambiente, Marcelo Moreira, ouviu relatos alarmantes do presidente da Associação de Moradores Ribeirinhos, Agricultores, Pescadores, Extrativistas e Quilombolas do Lontra da Pedreira, Robson Félix, e do secretário da entidade, José Lopes. Os líderes comunitários denunciaram abusos, acidentes envolvendo embarcações de ribeirinhos, agressões verbais e intimidações por parte dos condutores das motos aquáticas.
Os problemas persistem desde 2013, afetando diretamente a vida dos moradores.
Durante a nova reunião com o MP-AP, os representantes da comunidade informaram que, apesar de uma breve redução nas infrações e da fiscalização periódica da Capitania dos Portos, os pilotos agora navegam também durante a semana, do entardecer até altas horas da noite, invadindo pequenos igarapés, como o que leva à comunidade de Ipixuna Miranda, área de coleta de açaí. As consequências, segundo eles, são as mesmas de cinco anos atrás: acidentes, danos ambientais e perturbação do sossego.